Checklist da Anestesia – Anestesia é o Básico #3

Olá tripulantes do NAVE, tudo bem? Nessa aula da webserie “Anestesia é o Básico” vamos conversar sobre o “Checklist” para a anestesia. O checklist é de suma importância em qualquer atividade que exija organização e certamente a anestesia é uma delas! O checklist está intimamente relacionado à qualidade do procedimento e poupará alguns contratempos que poderíamos ter durante o procedimento anestésico. Para isso, vamos dividir a abordagem em:

1- Checklist do Paciente: Precisamos conferir quem é o paciente, qual o procedimento a ser realizado e checar a ficha do mesmo com informações sobre anamnese, exame físico e complementares. Um detalhe importantíssimo é a anuência do tutor/proprietário frente ao procedimento. Lembre-se que a anestesia tem risco e o tutor deve ter consciência do processo como um todo.

2- Checklist dos gases medicinais: Independente da modalidade anestésica, seja inalatória, dissociativa, TIVA ou locorregional, o fornecimento de O2 é fundamental para manter a PaO2 do animal em níveis aceitáveis. Assim, devemos nos certificar de que há O2 suficiente para o procedimento anestésico e também Ar Comprimido, para ser utilizado na ventilação mecânica e em possível mistura de gases. Devemos checar tudo, desde a saída do cilindro até a chegada do gás ao centro cirúrgico.

3- Checklist do Aparelho de anestesia: Seguindo a sequência dos gases medicinais, testamos o aparelho de anestesia. Ainda que você não utilize anestesia inalatória em um dado momento, deve-se certificar do correto funcionamento para fornecer O2 e/ou utilizar ventilação mecânica no paciente. Nesse caso, devemos testar os fluxômetros, verificar se há anestésico inalatório e cal sodada suficientes para o procedimento e fazer um teste de vazamento no circuito. Caso use sistema não reinalatório, faça o mesmo.

4- Checklist dos medicamentos e acesso: Devemos nos certificar se temos todos os medicamentos para o procedimento, principalmente os de emergência. Todos devem estar organizados, em carrinho ou maleta; não importa. Devemos preparar o acesso venoso e material para intubação. Novamente, mesmo que o animal não seja submetido à anestesia inalatória, o mesmo pode necessitar de ventilação mecânica durante o processo. Prevenir é a regra básica nesse momento.

5- Checklist dos Equipamentos: Devemos verificar as bombas de infusão e monitores. No caso das bombas de infusão, deve-se checar a taxa e fluxo desejados e deixar tudo programado. Caso a anestesia seja por TIVA, as bombas de fluidoterapia e medicamentos devem ser distintas; preferencialmente uma bomba de infusão para cada medicamento. Já para a monitoração, devemos checar todos os sensores, se o aparelho está funcionando corretamente e posicionar todos os sensores de modo que possamos conectá-los ao paciente no menor tempo possível. A quantidade de parâmetros dependerá do estado fisiológico do animal e tipo de procedimento. Bom senso é fundamental nessa hora!

6- Check out: A organização também está no final do procedimento! Após o fim da anestesia, devemos nos certificar que o fluxo de gases foi fechado, extubar o animal apenas quando este apresentar reflexo traqueal evidente, verificar terapia analgésica pós-operatória e passar todas as coordenadas para o tutor. Ainda devemos limpar todos os equipamentos, guardar todos os cabos de monitoração e deixar tudo arrumado, como era antes.
Quem saber mais sobre isso? Veja o vídeo!

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Este post tem um comentário

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    Flavio Massone

    Excelente aula meu caro Adriano.O pessoal achava ruim quando eu desconectava os ligações de O2 pois era justamente por causa disso para ficar esperto kkkkk.Parabéns

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