Anestesia intravenosa em bovinos

Olá tripulantes do NAVE, tudo bem?

Nesse vídeo trouxemos informações interessantes sobre Anestesia Intravenosa em Bovinos (TIVA em vacas). Não é uma modalidade muito empregada mas é muito boa, em vários aspectos, especialmente porque permite que o animal fique imóvel, sem risco à equipe e ao próprio paciente.

Esse bovino de 150kg foi anestesiado para a remoção de um abscesso decorrente de onfaloflebite. Usamos xilazina (0.05 mg/kg – IM) como medicação pré-anestésica e cetamina (2 mg/kg – IV) como indução. A anestesia foi mantida com cetamina (2 mg/kg/hora) + xilazina (0.1 mg/kg/hora) + guaiafenesina (EGG) (50 mg/kg/hora) – conhecido também como “triple drip”. Além disso, fizemos anestesia local infiltrativa (lidocaína) na região a ser operada. O animal foi monitorado por frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial não invasiva, saturação de oxigênio (SpO2) e reflexo palpebral. É importante lembrar que essa anestesia não é considerada geral, então a monitoração não segue os planos anestésicos ok?

Como é um pouco difícil intubar um bovino deste porte, decidimos administrar O2 (100%) por via intranasal, com fluxo de 5L/min. No vídeo dá para notar que os parâmetros ficaram bem estáveis durante todo o procedimento. Para mostrar a eficiência da suplementação, removemos a cânula por alguns minutos… e percebe-se uma queda acentuada na SpO2… Então, veja a importância da suplementação de O2 na anestesia!


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